Preservar a natureza é proteger a nós mesmos

Dando continuidade a série de textos a respeito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, nesta semana falaremos sobre o décimo terceiro ODS que estabelece metas de combate às alterações climáticas.


O que é exatamente este Objetivo?


É de conhecimento geral que as mudanças climáticas afetam todos os países do globo. A partir da Revolução Industrial as atividades humanas passaram a influenciar expressivamente as mudanças climáticas, apresentando um enorme risco para o planeta.

Algumas das principais atividades humanas que causam mudanças climáticas são a queima de combustíveis fósseis (derivados do petróleo, carvão mineral e gás natural) para geração de energia, atividades industriais e transportes; conversão do uso do solo; agropecuária; descarte de resíduos sólidos (lixo) e desmatamento. .

Portanto, este ODS foca na crescente necessidade de adoção de medidas coletivas dos países que combatam as mudanças climáticas e diminuam o impacto das ações humanas no meio ambiente, com a articulação de estratégias e políticas de diferentes governos.


Qual a sua importância?


Se os países não agirem em função do combate das mudanças climáticas, a temperatura média da Terra pode chegar a aumentar em 3 graus Celsius ainda neste século, com algumas áreas sofrendo alterações ainda maiores.

Como resultado, haverá um aumento de desastres naturais que irão afetar a todos, mas em especial populações mais pobres e vulneráveis. Para garantir a sobrevivência das próximas gerações, precisamos agir agora.



“If we can’t protect nature, we can’t protect ourselves” - Philip K.

("Se não podemos proteger a natureza, não podemos proteger a nós mesmos")


ODS 13 / Fonte da imagem: https://sc.movimentoods.org.br/

ODS 13 no mundo


Todos os países do mundo sofrem com os efeitos das mudanças climáticas, seja em maior ou menor grau. De acordo com o Índice Global de Risco Climático, os países mais afetados pelas mudanças climáticas são Japão, Filipinas e Alemanha.

Em 2018 o Japão sofreu com fortes chuvas, onda de calor, o terremoto de Osaka e o tufão Jebi. No total, os desastres causados por mudanças climáticas ocasionaram 1.282 mortes no país, além de uma grande perda econômica de 35,839 bilhões de dólares e queda de 0,64% do Produto Interno Bruto (PIB).

O Relatório de Avaliação do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) aponta que desde 1990 as emissões de gases que causam o aquecimento global cresceram em 50%.

Conclui-se que com as transformações dos padrões climáticos da Terra, o impacto negativo recai não apenas no meio ambiente, mas também na economia, na saúde da população e na sua qualidade de vida.

Uma das formas de combate das mudanças climáticas também relaciona-se com outros Objetivos da Agenda 2030 que visam avançar rumo a uma economia mais sustentável, com baixos teores de carbono e maior atuação de energias renováveis e limpas.


ODS 13 no Brasil


Segundo dados do World Wide Fund for Nature (Fundo Mundial para a Natureza), o Brasil é um dos líderes mundiais em emissões de gases de efeito estufa. A maior parte da emissão desses gases no país é resultado de desmatamento e mudanças do uso do solo, seguida pela agropecuária e geração de energia.

De forma gravíssima, o Relatório Luz 2020 frisa que, atualmente, inexiste o combate das mudanças climáticas no Brasil em meio a um cenário de negacionismo e desmonte de políticas públicas. Todas as metas do ODS 13 que se aplicam ao Brasil, sem nenhuma exceção, apresentaram retrocesso.

Desde 2010, o país mantém sua taxa de emissão de gases de efeito estufa (GEE) no mesmo patamar. Além disso, houve uma explosão do desmatamento na Amazônia e no Cerrado, com a maior taxa desde 2008. Em 2018, um milhão de pessoas foram prejudicadas por cheias e inundações, e quase 43 milhões foram atingidas por secas e estiagens, quase 90% residentes na Região Nordeste.

Infelizmente em 2019 a Alemanha e Noruega, principais doadores do Fundo Amazônia, suspenderam os seus subsídios por conta das tentativas do governo de modificar a aplicação destes investimentos.

A situação do país, a qual já é grave, se torna ainda pior com o descaso do governo federal. Cita-se a fala do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que falou em passar 'a boiada' e 'mudar' regras de proteção ambiental enquanto a atenção da mídia está voltada para a Covid-19. É preciso seriedade e responsabilidade com a Agenda 2030.


A antiga frase "salve nosso futuro", continua atual.

Mudanças climáticas e desigualdade social


As consequências das mudanças climáticas diferem entre os países. Como aponta a reportagem da BBC News de Pablo Uchoa “Como a mudança climática está deixando os países ricos mais ricos, e os pobres mais pobres” (leia mais na BBC), uma pesquisa sugere que o aquecimento global aumentou a desigualdade social entre as diferentes nações, reduzindo o crescimento de países mais pobres e aumentando o crescimento dos países mais ricos.

De acordo com os dados coletados do estudo da Universidade de Stanford, o abismo entre as nações mais pobres e as mais ricas do mundo é 25% maior do que seria sem o aquecimento global.

A pesquisa aponta que os países tropicais africanos foram os mais afetados, com seus Produtos Internos Brutos 40% menores do que estariam se as temperaturas não estivessem aumentando progressivamente. No caso do Brasil, o país teria tido um crescimento 25% maior sem os fatores do aquecimento global.

Enquanto isso, a revista acadêmica National Academy of Sciences afirma que o aquecimento global contribuiu para o crescimento do PIB de vários países ricos. A razão dessa disparidade é que quando as temperaturas não são nem tão quentes e nem tão frias, historicamente as pessoas são mais saudáveis, produtivas e as plantações também prosperam.

Com o aquecimento global, países frios acabaram experimentando temperaturas mais amenas que os beneficiaram, enquanto países quentes sofreram com temperaturas extremas.

"Isso significa que os mais pobres e vulneráveis estão na linha de frente das mudanças climáticas, e os países em desenvolvimento estão tendo de lidar com temperaturas cada vez mais extremas, que tolhem o seu desenvolvimento." disse Happy Khambule, consultor do Greenpeace África.

A longo prazo, todos os países experimentarão consequências negativas. O estudo mostra a imprescindibilidade de agir de forma rápida para combater as mudanças climáticas e suas consequências.


Principais metas do ODS 13

  • Reforçar a resiliência e a capacidade de adaptação a riscos relacionados ao clima e às catástrofes naturais em todos os países;

  • Integrar medidas da mudança do clima nas políticas, estratégias e planejamentos nacionais;

  • Melhorar a educação, aumentar a conscientização e a capacidade humana e institucional sobre mitigação, adaptação, redução de impacto e alerta precoce da mudança do clima;

  • Mobilizar US$100 bilhões por ano a partir de 2020, de todas as fontes, para atender às necessidades dos países em desenvolvimento, no contexto das ações de mitigação significativas e transparência na implementação;

  • Promover mecanismos para a criação de capacidades para o planejamento relacionado à mudança do clima e à gestão eficaz, nos países menos desenvolvidos, inclusive com foco em mulheres, jovens, comunidades locais e marginalizadas.


Uma das maneiras de combater o problema encarado pelo ODS 13 é a conscientização do que está acontecendo no planeta. Buscar conhecimento sempre será uma poderosa ferramenta.


Dica: "Climate Change" (Official Short Film por Philip K.).

Dados coletados do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), ONU, WWF (World Wide Fund for Nature), Índice Global de Risco Climático, BBC News, United Nations Statistics Division, “Climate Change" - Official Short Film. Philip K.


Texto criado e desenvolvido exclusivamente pela Letícia Chieppe (@lele_chieppe) para a Souy Eco-Friendly.


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